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Poemas en portugués
Poems in portuguese


 Ave de arribaçã ou à Propósito...
 

O trem anda sempre
Ida e volta
Eu vou
Sempre
Ida e ida e volta e ida...
Eu vou
Eu sou
As Quatro Estações eu sou
Eu sou como o trem
Eu sou como folhas secas
Eu sou como o vento
Eu vou e vou e voo e vou...
Eu vivo
Eu amo
Eu voo
Sempre
De mim para o mundo
Sem fim...
Eu sou como o zinco
Eu sou como a água
Volta ao mundo
Vienense temporada
Eu sou como o vento
Eu sou todas as horas
Eu sou como o tempo
Eu vou em zigue-zague
Eu sou um vulto

...e eu voo e vou e voo e vou sempre



 

OFERTÓRIO
 

TE OFEREÇO MEU CAFÉ AMARGO
Para que você possa distinguir o agridoce
de meus beijos cálidos
TE OFEREÇO MINHA EBRIEDADE
Para que você possa gozar de minha lúdica lucidez
TE OFEREÇO MEU ORGASMO SILENTE
Para que ouça os gemidos e gritos estridentes de minh'alma
TE OFEREÇO MINHAS LÁGRIMAS DE GOZO
Para nosso sexo ser humano                                                                          Prazeroso
TE OFEREÇO DO MEU VINHO UM TRAGO
Trago do cigarro
TE OFEREÇO UM POUCO
Trago um desejo louco
De sorver-te...
Não posso me dar toda
TE OFEREÇO DE MIM UM POUCO
TE OFEREÇO UM TRAGO DO MEU CORPO
         Um trago
TE OFEREÇO MEU OLHAR VENENOSO
Para que descubra a cura no meu riso solto
TE OFEREÇO MINHA DISPLICÊNCIA
Para te lembrar que nem sempre as boas coisas
da vida guardamos

ENTÃO, TE OFEREÇO UMA CHANCE:
Receba o que te ofereço
E de quebra,
NÃO ME ESQUEÇA!


LABAREDAS
 

Golfar poesia
Como quem goza e esporra
Como quem orgasma em gozo
Como quem sua e assume
Como quem grita e baba
Lapidar experimental
Como quem andarilha
Por destinos
Incertos
E arredios
Adeus à calma
Da lamparina o pavio
Da chama da vela a luz
Encontro certo
Com o que mascara e revela
Labaredas de fogueira interior
A se rebelar com o meio-dito
Meias palavras
E verdades
Meias...



ELO
 

Tenho um frio ardente escaldante
E quero sempre teu calor gélido
Para fluir meu sangue e fruir teu sexo
Para brincar de amantes \ de estranhos no primeiro encontro de corpos ao cio
Para romper minha veia
Solitária
E fazer teu solitário brilhar feito estrela
...Vai-se saturno - ficam-se os anéis
Vens de víeis \ lunático
E fico noturna \ não só
Como teu céu


Todas As Eras
 

ERA PRIMITIVA
A Emoção
ERA CRISTÃ
Madalena
E Eu Não
ERA HISTÓRICA
A Civilização
ERA BÁRBARA
A Aldeia
ERA HERA
A Mãe De Todos
E ERA HERA
A Planta Do Muro
ERA GLOBAL
A Fase No Mundo
ERA ESPACIAL
A Mente
ERA GLACIAL
O Coração
ERA AQUÁRIO
Os Olhos
E ERA PEIXE
O Alimento
                  do Dia.


Construção ad-infinituum
 

Ress_urgir
Re_lançar_se
 De_senlaçar-se nó
Dançar-se tonta pronta na afronta
De_cantar-se em catarse
Jogar-se ao terreiro mundano
 Se refazer do tombo
Re_criar-se das cinzas
 Dos restos que simulei
não me pertencer/nem me ser
Adornar-me de meus sonhos e visões
Desembaçar as lentes, meus olhos e os desejos
Re_maquiar minha face e meu corpo
 Re_textar meu contexto
E me desfazer de pretextos de escape
 Encarar minhas vísceras
E jorrar-me em gozos por todas as angulações e formas                                                                                                                                                                                               de expressões que se dá como arte
[...minha pretenção = meu alívio!]


Flocos de neve
Vienense inverno
Temporada de amor
Invernal e celeste.
O calor que me aquece nesse frio de grau...
...zero
Não são roupas
Nem "os" sobre-tudo
Todo que seja...
Mas, o coração que arde em chamas e...
Brasa...me
O amor que toco...
Alexander amado...
 Vienense...
Universal...
...Natalense, quiçá?
...sou eu?
Mundi...
Artéria pulsante...
...em canto qualquer do mundo
Estéticas étnicas que sejam linguagens estas...
..Ich Spreche nicht Deutsch! Ich Spreche mehr oder weniger!!
Frases e flocos que os ventos trazem...
...e minha poética parda não é nada!

                                  Invernal 97/98



Sangra da sinistra
Amostras
Espicha artéria
Desmanche em sangue
Multicor olor dor odor ardor amor
Sangra sagrações / rezas pagãs
Recorrente / sonora destoante
Ríspida sonoridade / idade vã
Arde ao atear-se arte
Infla amável véu ao léu translúdico
Hermética / híbrid’alma
  Luz de templo
Grinalda amálgama / intimidades d’altar



 

MEU ROXO ROSTO
FOSCO FROUXO
FELINO E FERINO
ESTÁ CADA VEZ MAIS ROXO
E MEUS SEIOS E PESCOÇO
TÃO ROXOS
PELOS ROXOS ÓSCULOS
DOS MEUS DEUSES
OUTROS....



Peludos
Encarnados
Grandes Lábios
Osculam
Molhados
Êxtases
Sublimes
Safados
A
Glande
Pulsante
Amada

.OLHO descalço do lado DE FORA
DE FORA espreito tudo com CISMAS
CISMAS na pia suja do bar ACIMA
ACIMA o espelho VELHO
VELHO cisco no OLHO.


 Leitura Reticente
 

No varal estendida a alma...
...uma terceira idade na prisão de laços atados num pretérito pretenso futuro insosso...
Um escorpião assassinado antes do possível suicídio...
...besouros e mosquitos de espécies várias...
Um bambuzal em ascensão...
...um cristo na cruz ateado...
Cadeados abertos sob o céu estrelado...
Não arengo mais nem com a rima nem com arames farpados...
declaro meu amor às reticências e minhas quedas nas redundâncias...
...eucaliptos pomposos dão o tom dos tempos e a plástica de seus troncos se faz abstratas e surreais...
Um ninho de gatos num canto acoado...
...ninhos abandonados de pássaros passados...
Cigarras granjeiam com seus cantos exaltados e as palhas dos coqueiros pelejam sem remanso em seu bailado...
Temo e tenho que admitir enfim que a rima em minhas sangradas escrituras para sempre irão persistir...
Miséria estética ou retórica? Rima pobre ou rica rima?
...por ser semi-alfabetizada, conhecimentos não tenho para definir; certamente só sei do que vem de mim assim... por vir.
Rimo e fim/ns (?).
..................................um retiro frugal, fugaz e apraz...
...um sono maneiro e uma aura lilás, azul, ensolarada, areada, regada, enevoada e clara.


M U L H E R

Grita e Rouca-se

Ri e Leve-se

Pensa e Texta-se

Chora e Seca-se

Lambe e Molha

Morde e Marca

Fuma e Baga

Sua e Lava-se

CICLO E SANGUE
 


*DESTINO iça velas

Desatracada ÂNCORA

Correntezas, correntes de ar, atlântico

Corta  entre-mares / afluentes

nem o Danúbio nem o Potengi são azuis

as Veias = os Rios

Rios Grandes

espaçosos na memória

guardo a imagem de crepúsculo sobre o Potengi

... as valsas de Tonheca Dantas

céu de âmbar flamejante

cinza verde lodo Donau / Danúbio

Dúbio prazer em re VER ora Outonal

...céu d’azul luzente

valsas vienenses

Próximo porto, taça de “sekt”, beijo espumante

Sina, emoções fluentes, cheias de sangue veias, ventos nas andejas costas...

estratégias de xadrês, pulsação d’amor...

respiração, inspiração, transpiração

e a discreta  Primaveva do lado hemisférico de cá

     * (Versão matrix_Natal/RN Brasil-Out.1999)
**Destino içou velas

Desatracada âncora

... o caminho é sempre mais importante que o porto

Correntezas, correntes de ar - atlântico

Corta  entre - mares / afluentes

Avoei... Trem de pouso...

Nem o Danúbio nem o Potengi são azuis

          as Veias = os Rios

Rios Grandes

espaçosos em minha memória

guardo a imagem de crepúsculo sobre o Potengi

... as valsas de Tonheca Dantas

céu de âmbar flamejante

cinza verde lodo Donau / Danúbio

Dúbio prazer em vê-lo ora Outonal

...céu d’azul luzente

...valsas vienenses

Um porto... taça de “sekt”, beijo espumante

Sina, emoções fluentes, cheias de sangue veias, ventos nas costas andejas...

estratégias de xadrês, pulsação d’amor, dados do gamão jogados...

respiração, inspiração, transpiração

e a discreta  Primaveva do lado hemisférico de Natal

... Aportei ora e finco ramas pelo “reino do leste”

Venho com sangue quente, brilho nos olhos, coração ardente,

a rima que me segue...

e a velha inquietude latente...





 
Civone Medeiros Tönig


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